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Noticias Da Chuva No Essay

Ao menos quatro pessoas morreram no Rio após uma forte chuva atingir a capital fluminense entre a noite de quarta-feira (14) e a madrugada desta quinta-feira (15). A cidade amanheceu com ruas alagadas, árvores caídas, problemas no transporte público e regiões sem energia elétrica. Parte da ciclovia Tim Maia, na zona oeste, desabou. As regiões oeste e norte foram as mais atingidas.

O Centro de Operações Rio informou que há problemas em diversas regiões e pediu aos moradores que evitem se deslocar pela cidade. O Rio permaneceu durante a madrugada por cinco horas em estágio de crise --o terceiro nível em uma escala de três e significa chuva forte a muito forte nas horas que se seguem. Segundo a Defesa Civil, 77 sirenes foram acionadas em 44 comunidades desde a noite de ontem. Até as 10h30 desta quinta, 345 ocorrências foram registradas pelo órgão.

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Por volta das 12h20, o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, confirmou que um menino de 12 anos morreu em Cascadura, zona norte. Messina afirmou que a morte teria sido provocada por soterramento.

Um homem e uma mulher também morreram soterrados no bairro de Quintino, zona norte do Rio, por volta das 2h40 desta quinta. Segundo o Corpo de Bombeiros, Marcos Garcia, 59, e Judina Magalhães, 62, não resistiram aos ferimentos causados pelo deslizamento de terra. Outro homem, Alamir Cesar, 90, chegou a ter parte do corpo soterrado, mas foi atendido e liberado ainda no local.

Outra vítima foi o PM Nilcimar dos Santos, 48, atingido por uma árvore rua Recife, em Realengo, na zona oeste. Ele trabalhava no 3º Batalhão da Polícia Militar (Méier).

O forte temporal destruiu casas e famílias ficaram desalojadas no Complexo do Alemão, na zona norte. Chorando, uma mulher disse que os pertences foram embora com a correnteza.

Meu filho e meu cachorro subiram a mureta, e tudo foi embora com a chuva.

No bairro da Ilha do Governador, também na zona norte, o cenário é de devastação. O morador do Jardim Guanabara, na Ilha, Fábio Cavalcante conta que a chuva deixou um cenário de guerra no bairro.

Não parecia chuva. Parecia um furacão. O dia amanheceu com várias pedras levantadas, asfalto que cedeu, bueiros fora do lugar, ruas alagadas. Parece um cenário de guerra.

Em viagem pela Europa, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) postou mensagem em sua rede social dizendo que acompanha a situação dos temporais. "O alerta de crise para a chuva intensa foi dada [sic] e a Defesa Civil foi colocada em prontidão para atuar prontamente em caso de acidentes graves", escreveu.

Queda de árvores, vias alagadas e trens com problemas

Por volta das 15h, o Centro de Operações informou que equipes da prefeitura foram acionadas para a retirada de 35 árvores que caíram em razão da chuva. Segundo o balanço, foram registrados ao menos quatro alagamentos, um deslizamento de muro, uma queda de muro e duas quedas de poste.

A avenida Gomes Freire foi interditada na altura do número 380 devido a queda de uma árvore. 

A pista lateral da avenida Brasil foi parcialmente liberada na altura de Ramos, sentido centro. Há, também, um alagamento na altura de Manguinhos, no sentido oeste da avenida.

No começo da tarde, a saída da linha Amarela estava interditada (no sentido Fundão) para a Abolição devido a um afundamento de pista.

O viaduto de São Cristóvão também continuava interditado.

De acordo com informações da prefeitura, a estrada de Jacarepaguá também se encontrava interditada no sentido Rio das Pedras, altura da rua Flordelice. O desvio está sendo feito pela estrada do Engenho D'Água.

A linha 2 do metrô, que operava com intervalos irregulares devido a problemas de energia, voltou ao funcionamento normal por volta das 10h, segundo informou a concessionária MetrôRio.

Também por volta das 10h, a SuperVia informou que a operação do ramal Deodoro foi normalizada. Segundo a empresa, os trens estão parando normalmente em todas as estações do ramal. Segundo a concessionária, a operação está em processo de normalização no trecho entre Gramacho e Central, cujas estações se encontram fechadas.

Já as estações Olaria, Ramos e Penha Circular continuavam fechadas devido a pontos de alagamento.

No BRT, corredores Transcarioca e Transolímpica chegaram a ter os serviços paralisados na madrugada. Os intervalos se normalizaram às 8h.

Falta de energia

Por volta das 9h, a Light, empresa responsável pelo fornecimento de energia, informou que algumas localidades ainda estavam sem luz. "Nossas equipes estão trabalhando para normalizar o serviço, mas encontrando dificuldades como ruas alagadas, árvores caídas e galhos na rede elétrica", diz em nota.

As principais áreas afetadas pelos cortes de energia são zona oeste (Campo Grande, Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio) e norte (Ilha do Governador e Penha).

A Polícia Federal suspendeu os serviços de emissão de passaportes agendados para atendimento nesta quinta no posto do Aeroporto Internacional do Galeão, zona norte. A corporação solicita que os usuários com atendimento marcado para hoje não fossem ao posto do aeroporto e ressaltou que os mesmos estão sendo reagendados para atendimento com prioridade, assim que o serviço for restabelecido.

Hospitais e serviços de saúde afetados

Ao menos 13 hospitais tiveram problemas com as chuvas no Rio. No Hospital Carlos Chagas, na zona norte, o teto de uma das unidades desabou. A Secretaria do Estado da Saúde informou que "parte do teto de gesso de um dos corredores da unidade cedeu. A equipe de manutenção tomou as providências necessárias para resolver o problema e ninguém se feriu. A unidade segue em funcionamento".

Outras 11 unidades de saúde foram afetadas na cidade em razão de queda de energia. Os hospitais municipais Evandro Freire, Paulino Werneck, Albert Schweitzer, Francisco da Silva Telles, Nossa Senhora do Loreto, Álvaro Ramos, as maternidades Alexander Fleming e Carmela Dutra e as UPAs Vila Kenndey, Sepetiba e Madureira funcionam com geradores para garantir a assistência aos pacientes, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde.

Já o hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio) chegou a alagar e apresentar pontos de infiltração, além da falta de energia. Não houve interrupção do atendimento.

Algumas unidades de atenção primária também foram afetadas e estão com restrição no atendimento. Os reparos estão sendo feitos para que os serviços retornem o mais rápido possível. Os pacientes que não puderem ser atendidos hoje por dificuldade de acesso ou problemas nas unidades terão suas consultas remarcadas.

Trecho da ciclovia Tim Maia desaba

Cobertura de casa de eventos desaba durante a apresentação

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Um forte temporal deixou o Rio de Janeiro em estágio de atenção às 12h40 desta segunda-feira (29), de acordo com o Centro de Operações Rio. Até as 18h20 ainda chovia em muitos pontos da Região Metropoliana e, com as ruas alagadas, o trânsito ficou muito complicado na volta para a casa (confira a situação do tráfego).

VEJA MAIS IMAGENS DO TEMPORAL

O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.

Sirenes de alerta foram acionadas nas comunidades Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme, com orientação a moradores para saírem de casa se dirigirem aos pontos de apoio, por segurança. A Defesa Civil não foi acionada para ocorrências graves.

O mau tempo atrapalhou o funcionamento dos aeroportos. O Santos Dumont ficou fechado desde 15h54 até as 18h40, e o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) passou a operar por instrumentos. Muitos passageiros foram transferidos para o Galeão.

No Hospital do Fundão, médicos precisaram terminar uma cirurgia porque a água da chuva jorrou do teto do centro cirúrgico. Na semana anterior, o diretor da unidade já tinha dito que precisava de R$ 8 milhões para fazer obras de recuperação após o estrago das últimas chuvas, após cirurgias serem desmarcadas após uma queda de energia que parou os elevadores.

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares disse que o Hospital do Fundão não fez nenhuma solicitação de recursos para essas obras.

Homem faz stand up paddle em Niterói (Foto: Ana Carolina Costa / Arquivo pessoal)
Painel do Santos Dumont indica voos cancelados e atrasados (Foto: Suelen Bastos / G1)

Segundo o Sistema Alerta Rio, as áreas próximas a Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Baía de Guanabara e Zona Sul entraram em estágio de alerta para probabilidade de deslizamento de terra.

Carro caiu em buraco e ficou enguiçado na
Lagoa-Barra (Foto: Perla Rodrigues/ G1)

Alto da Boa Vista, Urca, Jardim Botânico, Santa Teresa e Rocinha estão entre os locais mais atingidos pela chuva forte, que afetou mais de 20 bairros. Copacabana, Laranjeiras, Saúde, São Cristóvão e Vidigal registraram altos índices de chuva.

SUP em Niterói
O município de Niterói também entrou em estágio de atenção. Em uma via de Icaraí, um homem foi fotografado circulando de stand up paddle (SUP), esporte em que se rema de pé, equilibrado sobre uma prancha semelhante à de surfe.

O Rio Pavuna, na Baixada Fluminense, entrou em alerta máximo para o risco de transbordamento em São João de Meriti. Em Petrópolis, na Região Serrana, o Rio Quitandinha transbordou, segundo o Instituto Nacional do Ambientel (Inea).

Pedestres caminham em via algada no Centro (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Em Ipanema, uma árvore caiu na Rua Visconde de Pirajá, deixando duas faixas ocupadas na altura da Avenida Henrique Dumont, às 16h30. O tráfego ficou ruim na região até a liberação da pista, por volta das 17h20.

A Rua Martins Ferreira, em Botafogo, também teve queda de árvore, às 17h30, entre as Ruas Voluntários da Pátria e Rua Capistrano de Abreu. O desvio era feito pela Voluntários.

Rua do Centro do Rio alagada (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Homem faz stand up paddle na rua alagada em Niterói (Foto: Bruno Albernaz / G1)
Em São Gonçalo, o cruzamento entre as avenidas Roberto Marinho e José Mendonça de Campos ficou alagado. Ponto é conhecido pelas enchentes (Foto: Miguel Folco/ G1)

Um carro caiu num buraco e ficou enguiçado durante a chuva forte na Autoestrada Lagoa-Barra, em São Conrado (veja na foto acima).

As chuvas de fevereiro fizeram subir o nível dos reservatórios que abastecem a Bacia do Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a situação agora é menos preocupante.

Rotina: calor e temporal
A cidade teve dois dias de calor intenso no fim de semana. De acordo com o Alerta Rio, o Rio registrou 41,4°C no sábado (27), com sensação térmica de 48°C, no dia mais quete do ano. No domingo (28), a cidade teve temperatura máxima de 41,1°C na estação de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, às 11h45. A sensação térmica foi de 47°C. As praias ficaram lotadas de banhistas.

Na última semana, de domingo (21) até quinta (25), caíram cerca de 500 raios na cidade, de acordo com o Centro de Operações Rio, que monitora as descargas elétricas.

Motociclista se arrista na Rua do Riachuleo alagada (Foto: Rodrigo Gorosito)
Chuva em Botafogo (Foto: Leandro Cavalcanti/TV Globo)
Via alagou e travou o trânsito na Rua do Riachuelo (Foto: Rodrigo Gorosito)
Via alagada em Botafogo (Foto: Leandro Cavalcanti/TV Globo)
Rua do Riachuleo alagada (Foto: Rodrigo Gorosito)
Avenida Brasil tinha chuva forte já no fim da manhã (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)
Tempo fechado na região do Pechincha (Foto: Viviane Mateus/ G1)
Chuva formou bolsão d'água em itanhangá (Foto: Leo Martinez/EGO)
Por causa da chuva, sirenes foram acionadas (Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Felipe Ferreira)

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